23.3.06

a Dança da Pizza


Clique aqui pra ver uma cena dantesca apresentada pelo Blog no Noblat. Parabéns a ele, e obrigado ao Daniel que me passou essa pérola por email.
Vale a pena ser divulgada para todo o mundo, junto com o texto do jornalista, que segue resumido abaixo.


... Ela deixou o lugar onde estava sentada nas primeiras fileiras à esquerda do plenário e saiu dançando para manifestar sua alegria com a absolvição do colega de partido. Angela (...) tem se notabilizado por tentar livrar a cara dos seus colegas do PT denunciados (...) Sempre pede vistas dos processos para retardar sua tramitação. E vota pela absolvição de todos. A dança de Angela em plenário dá uma medida da absoluta falta de vergonha que contaminou a Câmara dos Deputados. Dos 19 mensaleiros apontados pelas CPIs dos Correios e da Compra de Votos, 11 escaparam da condenação - 4 porque renunciaram e poderão ser candidatos este ano, 7 porque foram absolvidos. Estes são tempos de deplorável frouxidão moral e de degradação dos costumes políticos do país.

3.2.06

Charges pra quem merece!
Sobre essa confusão das charges que alguns jornais europeus estão publicando com imagens de Maomé.

Os muculmanos aproveitam qualquer ocasião para aparecerem aos olhos da mídia como pobres-coitados injustiçados e oprimidos e ridicularizados no ocidente.
Quem disse que eles são santos? não chamam nossos governantes e profetas de criminosos e hereges? Não desenham suas charges nos ridicularizando também? Não matam inocentes da própria e de outras etnias? Não praticam violências extremas até com suas próprias esposas, tudo em nome de Alah? Quem se presta ao ridículo tem que aguentar as consequências. Não querem aparecer nas charges dos jornais ocidentais? basta pararem de agir como se estivesse vivendo há dois milênios atrás.

8.1.06

Puxa, meu amor, não comprei presente pra você. É o seu aniversário daqui a 5 minutos, e dessa vez não consegui resolver o problema ‘comprar um presente’ que me atormenta em cada aniversário seu. Bem que eu tentei, naquela ida ao shopping... você viu que eu entrei na loja de sapatos com você, a vendedora chegou equilibrando várias caixas com umas sandálias cafonérrimas e nada deu certo.

Mas que coisa mais sem inspiração essa de dar um sapatinho de presente, que marido é esse que se preocupa mais com o problema do que com a homenagem? Quando eu pensei por esse lado, desencanei: Aí, quer saber? Não vou ficar gastando dinheiro em presentes caros, ficar batendo perna e acabar comprando uma inutilidade qualquer, como um homem tolo como eu costuma fazer. Vou homenageá-la de um jeito diferente, escrevendo para ela, abrindo meu amor para ela de uma forma que ela ainda não viu.

E, já que estamos em tempos de globalização, vou publicar essa homenagem no meu blog. Assim, tudo mundo, em qualquer lugar em que houver um Google para procurar por nossos nomes, vai encontrar essa página, e vai saber que nossos corações e mentes estão unidos de uma forma que eu não acreditava que poderia existir fora das histórias de ficção românticas.

Alguém aí no povão já amou tanto uma pessoa que ela ainda povoa seus sonhos eróticos mesmo depois de casada com você? Pois é, é assim comigo. Sabe quando a soma das afinidades e a média das desafinidades dá noves-fora zero, e a convivência fica assim, tranqüila como uma brisa? É assim com a gente! Sabe aquela vontade de voltar pra casa pra ficar perto dela, para dormir abraçados, para não fazer nada juntos e mesmo assim não ficar entediante?

Agora imagina um amor que está no seu imaginário, durante anos, flutuando, se formando aos poucos, se transformando num ideal de pessoa, corpo e espírito que você sabe que, no dia que a encontrar, vai dizer sem pestanejar “Eu te amo! Eu tenho te esperado desde que nasci!”... Esse conto de fadas existe, e aconteceu comigo, e você é a minha princesa encantada nessa história.

E quem disse que a vida é feita de ilusões e encantamentos? O amor é lindo, o nosso amor então é maravilhoso, mas a vida é dura e vamos tocá-la pra frente, juntos? E assim fomos, de mala e cuia, desbravamos, decidimos fincar nossas raízes em terra “desconhecida” e nos apoiamos e nos consolamos e nos beijamos por telefone interurbano até conseguir nos instalarmos, ganharmos nosso espaço, nos estabelecermos profissionalmente e, enfim, constituir um lar perfeito, com direito a jardim, piscina, cachorro e agora, mais recentemente, uma filha, que serviu para abrir uma gaveta de emoções que há muito estavam trancadas no meu coração.

E assim passaram-se esses poucos anos, desde que te conheço, ou que te amo, ou não faz diferença, porque te amei e nunca mais te larguei depois que te conheci, e hoje te amo de um jeito que, cada vez que eu acordo de manhã e dou de cara com você, parece que eu ainda estou sonhando um sonho bom.

Tá bom. Para o público, basta isso. Para você tem muito mais, mas eu sou reservado e ciumento e não vou expor nossas intimidades para o povaréu. O resto eu te conto baixinho, atrás do ouvido.

Eu te amo, delícia. E Feliz Aniversário!!! Obrigado por existir e estar do meu lado.
8/1/2006

5.1.06

Pirataria ou nova ordem mundial?

Não sei de onde veio essa tendência, certamente não foi dos sólidos pilares da minha tradicional família carioca; mas o fato é que eu sou um anarquista. Dos calmos, mas sou. Sempre quis ver o circo pegar fogo. Talvez seja algum trauma de infância, não sei nem quero entrar nos detalhes sórdidos da mente humana. Mas, sempre que eu puder atiçar a fogueira, assim farei com um sorriso diabólico no canto da boca.

Dessa vez vou jogar meu balde de polêmicas no ventilador dos chamados “direitos autorais” e tentar tirar o véu que esconde a falsa moral dessa “guerra contra pirataria” da qual tanto se fala, tanto aparece na televisão... chineses vendendo (falando em chinês!) bugigangas na praia de Ipanema, rolos compressores destruindo CDs, policiais descendo a mão em camelôs esquálidos, gravadoras e músicos anunciando o apocalipse, e, aparentemente alheio a isso tudo, o povão continuando a comprar artigos piratas às toneladas. Até o presidente, legítimo representante do povão, foi flagrado com DVD pirata.

A inspiração para escrever veio quando eu li uma entrevista de um cartola da pirataria, cujo nome eu vou poupar do vexame, que em um dos trechos dizia:

“Mais do que as apreensões, a maior vitória foi difundir a idéia de que a pirataria não é uma alternativa: as pessoas podem até comprar produto pirata, mas já sabem que é crime.”

Tá bom. Crime. Nesse país e nessa época em que estamos vivendo, é complicado definir o que é crime e o que não é. De qualquer forma ele esqueceu de dizer que pagar R$40 por um CD também não é alternativa, porque o povão não tem esse dinheiro, e mesmo que tivesse não gastaria em CD. Ele também não levou em conta que, em vez de pagar Quarentão num CD e ver esse dinheiro se dissipar entre vários cartolas, associações, sindicatos, gravadoras, advogados e outros atravessadores, até chegar um caraminguá no bolso do músico, que aliás é podre de rico, é muito mais lógico para o povão comprar o mesmo CD por Dezão, ali no camelô, que por acaso é primo dele, e que vai receber uma comissão maneira se vender bem, e fica ali tudo resolvido entre eles, sem contribuir para o caviar dos bacanas.

Quando surgiram os primeiros DVDs, eu, interessado que sou em multimidia, logo peguei o livro que define os padrões usados nessa nova mídia. Esse entusiasmo até me valeu um emprego numa produtora de vídeo, onde eu me aprofundei mais nessa ciência.
Foi aí que eu aprendi não somente a técnica, mas também o funcionamento de um sistema muito maior que a máquina de tocar DVDs.

Naquela época já se falava muito em pirataria de CDs. A RIAA, uma associação da indústria fonográfica e músicos americanos, havia conseguido fechar um site que promovia a troca de músicas em MP3, o saudoso Napster. Para desespero da RIAA, bastou o Napster fechar para 12 outros sites abrirem no seu lugar, desta vez fora da jurisdição dos EUA.

Com esse alvoroço, e mais o barateamento das conexões de internet de banda larga, a chamada “pirataria de MP3” tomou proporções mundiais. Eu perdi a conta de quantos softwares e sites de troca-troca de MP3 existem. Os americanos, por conta de seus advogados vorazes por justiça e milhões de multas, tiveram que inventar umas soluções que não são gratuitas, que só na teoria funcionam. O resto do mundo permanece alheio às esperneadas da RIAA.

Com os MP3 e CDs piratas proliferando como bactérias sem antibiótico, os cartolas perceberam que com os DVDs a coisa ia ficar séria, pois os filmes de Hollywood, aqueles caríssimos e que os americanos morrem de ciúmes, fatalmente iriam cair na rede dos piratas.

Grandes causas como essa promovem grandes associações: Fez-se então um grande lobby, um “acordão” para usar os termos políticos mais atuais, entre as produtoras de filmes, seus respectivos sindicatos e associações com os fabricantes de DVDs e DVD Players, de se adotar uma tecnologia extremamente complexa para evitar a chance de pirataria de DVDs.

Durante alguns anos, os reprodutores simplesmente não reconheciam DVDs que não fossem gravados pelas indústrias incluídas no “acordão”. Os DVDs piratas, mesmo que existissem, não poderiam ser reproduzidos. Assim foi até a hora em que começaram a aparecer no mercado os primeiros gravadores de DVDs caseiros, vendidos com a melhor das boas intenções, para os pais de família que querem gravar os vídeos dos seus filhos para a eternidade. E agora? O DVD da sala não toca a mídia que eu gravei no computador?

Em paralelo, outros conversores e compressores de vídeo, ainda melhores que o padrão MPEG utilizado pelos DVDs, apareceram na internet. Entre vários, dois com nomes parecidos: XVID e DIVX, fazem milagre mesmo num micro barato: em poucas horas convertem um filme que ocupa um DVD de 9GB e gravam num CD de 700MB. Em outras palavras, transformam os filmes de Hollywood em um arquivo que dá pra trocar pela internet.

Grandes reviravoltas como essa promovem grandes gritos de “cada um por si e Deus por todos”. Os primeiros a se retirarem de mansinho do acordão foram os fabricantes que, vendo essa multidão clamando por reprodutores de mesa que reproduzissem DVDs feitos em casa, não perderam tempo e lançaram modelos que liam VCDs produzidos por câmeras amadoras, catálogos de fotos em JPG, músicas em MP3 e outros formatos ditos “caseiros” onde a pirataria não é explícita (com exceção dos MP3, afinal música já virou bagunça mesmo...).

Logo que apareceram os vídeos piratas em DIV-X na internet, popularizados pelos programas P2P atuais como o E-mule, sem pestanejar as grandes marcas lançaram DVD Players que lêem DIV-X. Está instituída a pirataria geral e irrestrita. Os cartolas, ingênuos, que começaram essa briga inglória, devem dormir com isso na cabeça: porque eu fui me meter a remar contra a maré?

Pra terminar o raciocínio, não adianta dar cacetada em camelô, não adianta músico aparecer na TV e tentar nos convencer dessa história que o prejuízo para a indústria fonográfica vai deixá-lo morto de fome; chega de hipocrisia, chega de pensar pequeno, porque os grandes não estão nem aí para a ética – eles correm para o lado que está a grana e o prestígio apenas, e usam e abusam da tecnologia para cercear nossos movimentos. Mas volta e meia essa mesma tecnologia ultrapassa as grades de contenção e o povão passa a utilizá-la em seu proveito. É o caso da internet, que está, ao seu modo, acabando com todos esses conceitos ultrapassados de diretos autorais e proporcionando à humanidade a possibilidade aprender, ver e ouvir virtualmente tudo o que existe de belo na natureza e também umas poucas coisas belas que o homem soube fazer: pinturas, músicas e filmes. Para os autores que estão morrendo de medo de terem seus produtos intelectuais roubados, só posso recomendar que usem sua genialidade para descobrirem outras soluções, outros conceitos, porque o sistema já era.

6.11.05

Dicas para quem se achar artista, como eu, mas ainda não foi descoberto por um marchand.
A primeira delas é o site zazzle.com - inscreva-se, publique suas imagens, crie produtos - camisetas, posters, cartões etc - e ponha-os à venda. Se alguém comprar, 10% da renda é creditado em sua conta. O site oferece diversos tipos de impressão, molduras e acabamentos. Um poster pode sair por US$1.000 se o comprador estiver disposto a caprichar.
Outro site muito interessante é a comunidade renderosity - www.renderosity.com - que além de uma imensa galeria pública possui tutoriais, forum, centenas de vendedores de cacarecos virtuais, modelos humanos, perucas, trajes, rugas virtuais, coisas assim.

4.10.05

Sempre disse a mim mesmo e aos outros que sou um pacificista extremista. Faço o possível e o impossível para que a paz seja mantida. Por isso sempre vi com simpatia a idéia do desarmamento. No início das conversas, quando a TV começou a divulgar que haveria um plebiscito, eu instintivamente me posicionei do lado dos a favor do desarmamento, e nefelibata que sou logo imaginei isso a nível mundial: ninguém mais teria revólver, espingarda, bazuca, morteiro, míssil, canhão. Se conseguíssemos convencer o Bush disso, seria legal mesmo voltarmos a nos agredir com facas e tacapes. Mesmo nefelibata, não dá pra deixar de ser realista nesse ponto: o homem, primata que é, se amarra numa confusão, e não hesita em matar o próximo por causa dos mais fúteis desejos. A arma de fogo é uma consequência da evolução, antes delas outras armas sem pólvora ceifaram muitas vidas.

Agora começou a propaganda gratuita sobre o plebiscito. Estou tentando achar um adjetivo contundente para o programa do grupo em prol do desarmamento. Patético é pouco. Tudo é tão completamente artificial, estou perplexo. O uso de clichês que nós estamos cansados de ver nas camapanhas eleitorais dos picaretas que se revesam na política brasileira, foi uma péssima idéia.

Quem foi o infeliz que bolou a utilização de artistas globais balançando os cartazinhos de "SIM" e "2" como se estivessem vendendo havaianas? Esses programas se parecem muito com as criações de Duda Mendonça para a camapanha presidencial do Lula! Ninguém mais consegue pensar em algo diferente, mais inteligente, que puxe pelo bom senso e não pela ignorância alheia?...

Com essa tremenda incompetência em termos de marketing, eles conseguiram perder pelo menos um eleitor a favor do desarmamento: eu.

22.9.05

Mudança de Visual

Mudança geral, de imagem, conteúdo, proposta, e se possível de público.
Quero escrever mais, contar os causos dessa terra em forma de crônica ou de ensaio.
Volta e meia aparecem estórias boas, e seria um desperdício deixá-las cair no esquecimento, como a que aconteceu hoje mesmo, mas que amanhã eu conto, pq gastei um tempão mudando o layout.

6.8.05

Fotomontagens de Jarudore

O Photoshop CS tem um comando automático de mesclagem de fotos - Photomerge - que reduz a um terço o tempo que a gente gasta para montar esses panoramas.

Esses aí eu fiz nas coxas, não levei tripé, não tomei cuidado com a fotometragem e no photoshop nem me dei ao trabalho de tentar resolver as cicatrizes nos céus. É mais para mostrar o lugar do que pra mostrar os dotes técnicos.

Ainda falta fazer um, de 360 graus, do ponto mais alto. Num próximo post.

cliquem nas imagens para amplia-las.


















25.7.05

saudade da filha

Oi Pra tentar matar a saudade da filha, que está saracoteando no Rio de Janeiro, fiz uma coletânea das melhores fotos dela. Essa imagem, do tamanho de um papel de parede para o Windows, está disponível no meu site. Os fâs da Isabel vão adorar. Clique na imagem. [] s.

24.7.05




Aproveitando o fim de semana de cabresto solto, esposa e filha passeando no Rio. Vou pegar a moto e desbravar o sertão. O primeiro pulo é até Jarudore, reserva indígena que os indios não quiseram, descobri uma paisagem maravilhosa.
Minha casa já fica na saída certa da cidade. Caminho do Parque de Exposição, Três Pontes, Naboreiro, Jarudore. 54Km.



Pegando indicações com os locais, fui em duas direções, procurando as serras. Os mapas só mostram as estradas principais, na hora aparece um labirinto de trilhas.


Fui passando por belas fazendas e umas montanhas fálicas que logo me fizeram pensar num resort country-gay de luxo.


Verifiquei a quilometragem: 80 e poucos Km, e a estrada se estende por um vale que contorna várias montanhas. Vamos até chegar 100Km, que é a metade da autonomia da moto. Pelo menos é essa conta no asfalto. Eu não contei com as subidas e descidas, buracos, costelas, etc


O caminho vai ficando perfumado por causa de umas árvores em flor. A estrada volta e meia se bifurca, eu paro, farejo, continuo pro lado que dá na telha. A estrada começa a subir





Quando chego aos 103 Km e no ponto mais alto possível de uma serra, saio da moto e ando uns 100m até esse cocho de comida de boi, posto milimetricamente no ponto culminante. A vista é de 360º, com todas as montanhas esquisitas vistas de baixo.

Chegando aí eu me dei por satisfeito. A volta foi rápida, consegui acertar o caminho de casa quase sem erros. Cheguei moído, depois de 175Km de estrada de terra.

19.7.05

Alguns links imperdíveis

http://www.edufrick.com - meu site pessoal, velho, bagunçado, mas ainda bonito.

http://www.edufrick.com/fotolog - Fotolog da Isabel
Eis o meu primeiro blog. Quem diria, Eduardo Frick escrevendo blogs.

Aqui eu vou mostrar as melhores fotos da Isabel, como esta, com dois meses e alguns dias de idade. Tirar fotos dela sorrindo é complicado com a minha máquina, que demora horas focando, fotometrando, regulando o flash e pensando na morte da bezerra. Até clicar a Isabel já fechou a cara.


Aproveitarei também pra colocar alguns links para sites que eu gosto, temas para discussão, teorias sinistras, imagens fractais que de vez em quando eu crio.

Inté.